Tudo isto começou há cerca de 6 anos, num verão.
Decorria o ano de 2004.
Nesta altura, ainda com os meus 16 anos, decidi começar
a chatear os meus pais, pois queria um cão. Penso que
todos passamos pelo mesmo. Queria um cão e pronto! É
certo que já tinha um certo afecto pela raça. Também por
culpa do meu pai, visto ter tido alguns exemplares.
Após várias pesquisas na internet decidi ir até Espanha,
a um criador de afixo Ferramonte, onde comprei o meu
primeiro cão - o Hill. Não me lembro o porquê de
Espanha, mas penso que procurei por competições e na
altura o canil estava em grande. Claro que mal cheguei,
não resisti e trouxe o rapaz!

Ao fim de algum tempo, estava a passear no Estoril com o
Hill e vi uma exposição a decorrer em frente ao Casino,
o que me despertou alguma atenção. Andava a ver o que se
passava, até que fui abordado por um senhor que
prontamente me disse algo do género “Olha lá, esse cão
não é do canil Ferramonte” ?! Algo não estava certo.
Como seria possível alguém olhar para um cão e dizer em
que canil nascera? Será isto possível, pensei eu?! Não
seria apenas um pastor alemão como todos os outros?!
Começou então o fascínio por este “mundo” ! Mais tarde o
gosto cresceu e optei por seguir o ramo da Medicina
Veterinária. Fazia sentido!
Intrigado perguntei-lhe como seria possível saber isso e
como ele conhecera assim tão bem estes cães. No final da
exposição após umas horas de conversa rendi-me a este
mundo e o Manuel (o tal senhor), deu-me um trabalho de
casa que seria mais ou menos isto: “vais ao Google e
pesquisas os canis "Von Arminius", e" Von der Wienerau.”

Semanas, meses passaram, sempre a ver fotografias,
vídeos, a ler pedigrees e textos. A meio decidi que
gostaria de ter um exemplar para exposição dentro da
linha Quantum von Arminius e futuramente criar com este.
Ao fim de “N” chamadas e emails para a Alemanha, conheci
uma das minhas melhores amigas, a Tina. Não passou muito
tempo para me meter numa jornada louca de uma semana
pela Alemanha, de comboio, a ver canis.


Até que uma quarta-feira (recordo-me como se fosse
hoje), estava a bater à porta da casa da Tina. Aquele
dia passou a correr! Visitei o canil dela, campos de
treino, todo o mundo do Pastor Alemão ali em Viernheim,
tudo pessoal excepcional, sempre muito bem recebido. À
grande como se costuma dizer.

Criou-se uma boa amizade e claro, uns meses mais tarde,
estava de volta. Esta minha viagem aventura permitiu-me
ir a Siegerschau (“campeonato do mundo”) em 2007 onde
conheci grande parte dos “shitz-team” ! Que hoje são
bons amigos e com quem mantenho contacto regular. No
entretanto perdi as vezes que fui à Alemanha para estar
com eles.


Durante este tempo adquiri um exemplar para exposição
num outro canil, uma cadela chamada Lilja filha do então
VA1 Zamp Thermodos. Marcou-me de facto pois na altura
estava a estudar em Coimbra, no 1º ano e ao fim de 9
meses de “paixão”, durante uma cirurgia a Thai acabou
por não resistir, o que de certa maneira me chocou
muito.

Logo de seguida decidi não baixar os braços e procurar
outra cadela. Lembrei-me logo de uma cachorra bonita e
forte que a Tina tinha, que se chamava Winnie. Numa ida
à Alemanha, decidi questioná-la acerca desta e acabei
por trazê-la já com 13 meses. Uns meses mais tarde a
Tina e a Sandra vieram a Portugal na altura da
siegerschau, e a Winnie sagrou-se a melhor jovem fêmea.

Com o passar do tempo, voltei para Cascais de onde me
ausentei um ano para estudar em Coimbra, mudei de casa
e, construí o meu canil ao qual chamei Domus Didacus.